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Ronaldo Braga Santana
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Cintilâncias escuras

Uma poesia desnudando cintilâncias opacas,
nas falsas noites fervilhantes de brilhos escuros,
estupidamente rejeitando a paixão sem vergonha dos jardins do poeta.
Uma poesia despetalando zoófitos nas similitudes,
rasgando noites de recôncavo e
reencontrando as noites bêbadas nos absintos impositores e decididos.
Uma poesia-palavra sem semelhanças,
destronando e coroando siginificados e significantes nos vazios ocos,
morada e desprezo dos loucos primeiros.
Um poema sujo, desgrenhado,
despencando alturas em uma altivez capenga.
Uma poesia surda-assassina,
um sentimento-perigo,
traindo todos os fustes solitários e inútil,
Inútil traço latitudinário das emoções.
Sinais sem abrigo.
Uma poesia: perdição dos deuses envergonhados e das mulheres, embustecidas e coloridas nas vargens esquecidas das falsas noites cintilantes. Que grite.
Que faça.
São palavras indizíveis penetrando a carne insensata.
Um amor inadvertido e traidor.


Possesso processo de corte.
Aparição desalmada,
E desesperada de uma alma em um insistir - desalento,
Desabrochando aos borbotões, fluxos invernosos que extrapolam os verões e assassinam beijos.
Uma poesia que grita o murmurar não compreendido dos amantes,
Fiéis unicamente ao seu amar.
E desafia o cantar surdo das notas insistentes.
Vida não por clemência, mas, por potencia.
Como ruminar força,
E teima a derrota da morte:
Por viver e viver e viver.
Uma canção aos corações soturnos e delicados

Dormindo nos cactos
E bebendo o silencio do veneno,
Na noite em que os imbecis clamavam clemência
E matavam o amor
E expulsavam para longe de seus fígados o gosto amargo da felicidade:
Eles querem o doce,
E a flor de laudano lhes indicou:
A inutilidade do mel;
E a desaparição do amor no amar comum.
Uma flor espinho
Onde o poeta dorme o sono das crianças dos desertos sombrios
E pode conversar com suas almas nada lamurientas.
Uma flor invisível, onde o poeta eterniza a alegria sem alarde.
E sem desespero descobre o perigoso – raivoso - impotente povo cansado.

Espinhos adornavam beijos, e,
Perdidos acalentavam esperas.
E luas fugiam com o horror
nos olhos de outros mundos, e
na sala,
ameaças solenes ritmavam medos e
impunham hierarquias de vermes e mortos.
Eu planejava assassinatos
e professoras
mortas invadiam meu cérebro.
Era junho
e um frio cortava amores e
praguejava sonos deixados.
Lá fora flores choravam luzes e
meninas sorriam sexo em aromas de bromélias e café.
Recreio triste,
na chuva
irritava dentes
e provocava tédios.
Professoras mortas
vociferavam valores
e glorificavam passados e
seus pés chamuscavam lamas
e podres insetos sorriam delas
enquanto seus cús
olhavam famintos as horas e
desejavam horrores de
preces e rezas.

A porta
aberta
invertia sons
e sombras apáticas calavam
corredores de um junho medonho.
As horas cansavam esperas em águas correntes
e luzes azuis faiscavam agruras
de verdades
vomitadas a ferro e fogo
e esquecidas
em babas
e punhetas de mar e
sonhos,
em mulheres impossíveis e nuas.
Espinhos adornavam canções
e beijos de pedras sorriam desgraças e as notas
caiam pesadas nas infâncias
de poeiras e suores.
Enquanto os medíocres
sorriam tijolos e nojos.

BIOGRAFIA:

Ronaldo Braga Santana
, poeta, ficcionista, ator e diretor teatral, nasceu em Cruz Das Almas-Bahia, em 04 de junho de 1959, graduado pela Universidade Federal da Bahia em Direção Teatral, e especializado em METODOLOGIA EM PESQUISA E ENSINO NA EDUCAÇÃO, pela Universidade Estadual da Bahia-UNEB, publicou pelas Edições do Autor dois textos dramáticos: Fúcsia e Inocencia.
Em 1979, fez parte na cidade de Salvador-Ba do lendário Movimento Poetas da Praça até 1980, levando a poesia para o povo, contrariando os generais de plantão daquela época.
Mantém na rede da Internet um blog: www.ronaldobragas.blogspot.com
No período de 1984 até 1986 foi diretor da Sala do Coro do Teatro Castro Alves, casa de espetáculo teatral localizada em Salvador. Atualmente trabalha com comunidades carentes desenvolvendo uma prática e pesquisa teatral, voltada tanto para o plano estético quanto sociológico.
Tem um livro de contos com 45 “short stories”, ainda no prelo,

Contato:
ronaldobraga.s@gmail.com

 

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