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Alysson [Alhosal] Souza
Nacionalidad:
Brunei
E-mail:
Biografia
OUTRAS VISES

Cavalo marmelo correndo
No campo de trigo
Amarelo
Belo, sereno, severo
Ao longe
Verde
o outeiro
Pois ano inteiro
Todos do reino
Tm po e centeio
E ouro
Brotando da terra
Seca vermelha
Espelho de fogo
Que espalha com a palha
Reflete a poeira
O vento soprado
Do vo da abelha
Dbio e azulado
Dbio o quarto
Dos doudos sonhos
To coloridos
Cachos dourados
Foram cortados
Deixados onde?
Foram esquecidos
Adormecidos
O bom espantalho
J vai embora
Logo abandona
As grandes abboras
To preguiosas
A estas horas
Lvido e efmero
o momento
Em que o ocaso
Doce alaranjado
Era presente
Nada eterno
J passado
Como as palavras
Deste poema
Nada rimado
Em preto e branco
Tudo acabado
Tudo acabado

EU TENHO UM CAVALO BRANCO

A caminho dos Hiperbreos
O mundo girou diante de meus olhos
Assim eu vi o anjo que desceu do cu
E como um grande carrossel
O mundo todo estremeceu

Retrocedo e chego ao promontrio
H rumores de um jardim belo e notrio
Paraso secreto que um deus protegeu
Destrudo quando o anjo se revoltou
Pois o grito ecoado no mar Egeu
Revelou que o deus P morreu.

Avano em novo territrio
Como se o tempo no importasse
Chego s velhas terras do Imprio
E vejo uma guerra, um impasse
O anjo contra as foras de Tibrio

O exrcito avanava impvido arrogante
Feroz o quanto podia
Mas o anjo com sua espada flamejante
Fez com um volver de braos
tombarem todos em agonia

Meus olhos negros premonitrios
Viram o tempo, e o lugar lendrio
Em minha jornada aos hiperbreos
Meu corao abandonado no calvrio

Os mares fervendo como fluidos corpreos
A terra sangrando para gerar vida nova
Pessoas morrendo, rumo a parasos etreos
Aparecimento de monstros marinhos mortos

Lgrimas de sangue nos olhos do santo
o rubro siroco invade o convento
no pntano, vi morcegos em bando
Cegos passando por mim correndo
Esttuas de sal se decompondo ao campo
espera do morno bafo do vento

A caminho dos hiperbreos
O mundo girou diante de meus olhos
no cu, ameaador surge um meteoro
da selva saem elefantes em pranto
E mais eu no vi, porque fugi
Fugi em meu cavalo branco.

Balada Ao Amigo Desconhecido

contando estrelas, esqueo das letras
conheo mil nmeros muito soberbos
mas no quis fortuna girando as roletas
que a sorte escolhesse os nmeros certos

eu sei: h quem no se encante
e su'alma continua calada
mas mesmo assim cante,
cante comigo a balada

cem vo guerra, um s retorna
perde a rainha, vence a princesa
mui traioeira se mostra a derrota
mas a boa vitria no corta cabea

eu sei: h quem no se encante
e su'alma continua calada
mas mesmo assim cante,
cante comigo a balada

do alto da torre da velha almenara
aos mares, aos ares, algures
estranha misso o destino ordenara
na clara alvorada, amores, augrios

eu sei: h quem no se encante
e su'alma continua calada
mas mesmo assim cante,
cante comigo a balada

cantando a tristeza, ouvindo em segredo
a chuva caindo, um caminho deserto
deus acompanha o viajante em degredo
mantenho os besouros da sorte por perto

eu sei: h quem no se encante
e su'alma continua calada
mas mesmo assim cante,
cante comigo a balada

a quietude tem sido tua busca
na forma do lobo te escondes
mas esqueceste de como a ms'ca
nem ao som de teu nome respondes

eu sei: h quem no se encante
e su'alma continua calada
mas meu bom amigo, cante,
cante comigo a balada.

biografia:

alhosal2005@gmail.com

 

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