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Adilvo Mazzini
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

A MÃO

Adilvo Mazzini – Dourados- MS-
14-02-2005.




Pequenina mão, ainda insegura,
Rabisca traços no branco papel.
Surgem os sonhos, na mente mais pura;
Surgem castelos em largo vergel.

Nasce, depois, a primeira palavra.
Mais uma e mais outra e outras mais.
Então, firme, a mão um texto já lavra,
A sua história assenta em anais.

A mão que escreve o sentido da vida
Também relata o fervor da paixão;
E, igualmente, fecha a ferida

De um sofrido e infeliz coração.
Mas pode ainda ser forte guarida
Toda mão que se estenda a outra mão.


Soneto escrito em atendimento à solicitação feita pela SEB[Sociedade de Escritores de Blumenau–SC], através de sua Presidente[a] Neida Webeto, sobre o ATO DE ESCREVER.

Recebeu belíssima página musical,para orquestra e coral, composta pelo maestro Gilberto Oliveira, de Fortaleza-CE


VONTADE INCONTIDA

16/05/2006
Adilvo Mazzini





Chove chuva fria,
chuva miúda,
chuva de todo o jeito
que desce de esguia
da bica do telhado.
E bate no meu peito
uma saudade muda,

cheia de trejeitos...
Parecem aquelas gotas
lágrimas caídas
que rolam todas sentidas,
pelo rosto calado...
Eu, aqui sentado,
vejo aquela chuva fria,
chuva miúda,
chuva de todo o jeito.
E bate no meu peito
uma vontade incontida
de ver minha mão estendida
a quantos não têm jeito!


PENTAGRAMA

Adilvo Mazzini – Dourados – MS – 14_02_2005.


Compor também é escrever.
Escrever também é viver.

Palavras sem nexo,
Texto sem contexto
Jogados abruptamente
De encontro
Ao pentagrama da vida.
Num tom insolente,
Em vertigem incontida,
Vejo minha alma por dentro.
Não quero o descompasso
Por que passo,
Nem o avesso
Das batidas
Tão sentidas
Dos tímpanos do coração...
No pentagrama da vida
Quero jogar, então,
As notas consoantes
Dissonantes
Preenchendo cada espaço
Cada linha
Cada passo
Cada pausa
No compasso
Que compõem
Em sinfonia
A alegria
Que se opõe
Ao contra-tempo
Ao contra-ponto
De suave melodia.



QUEM SABE, UM DIA...

[07/08/2005]
Adilvo Mazzini

Dourados - MS



Quem sabe, um dia,
Não veja a poesia
Que de mim exalou...
Pode ser uma quimera,
Mas, por Deus, eu não quisera
Vê-la solta, ao léu,
Buscando outro céu
Que bem longe apontou..
Queria tê-la por inteiro,
Ainda que fosse por primeiro,
No teu céu, de encontro ao meu.
Quem sabe, um dia,
Não tenha a alegria
Que em mim se implantou
Por senti-la por inteiro,
Como meu dom primeiro
Que em mim aflorou.
Quem sabe, um dia,
Não beba da poesia
Que em mim provocou
Um gostoso cheiro de terra,
Que outro então não era,
Se não um cheiro todo teu
E que é também um cheiro meu.
Esta poesia, que me tomou,
E tomou-te, por inteiro,
Como dádiva primeira,
Como um manto e um véu
Totalmente nos envolveu.
Esta poesia não é só minha;
Sendo minha, ela é tua.
Percorremos a mesma rua,
Buscamos o mesmo ninho...
Quem sabe, um dia...



Biografía:

ADILVO MAZZINI -
Natural de Santa Catarina, veio a este Estado no início de 1966, casado com Ilza Rocha Mazzini, com a qual tem dois filhos [Adílson e Cristiane], tendo sido professor de Língua Portuguesa, de Educação Física, de latim e de Francês na cidade de Rio Brilhante, MS, até ao final de 1970. Após isso, estabeleceu-se na cidade de Dourados, MS, onde, além das atividades de professor, desempenhou funções na área de saúde e principalmente na área cultural, tendo sido Diretor de Cultura da Fundação Cultural e de Esportes de Dourados – FUNCED [1993-1996]. Fez parte da equipe que implantou o Encontro de Corais Dourados, realizados a cada ano, desde o final da década de 1970.
Sua formação musical tem início no tempo de estudante, onde, além de atividades de canto coral e canto gregoriano, foi violinista da orquestra e instrumentista de sopro na banda Colégio, acrescida posteriormente de uma centena de cursos específicos com professores nacionais e do exterior [num total de mais de l.300 horas].

Egresso de seminário franciscano [onde chegou a ser clérigo], é formado em Letras pela UFMS, através do hoje CEUD [Centro Universitário de Dourados].

É um dos fundadores do Coral Santa Cecília [Centro Cultural Guaraoby], de Dourados, MS, tendo sido seu regente desde aquela época e com o qual tem gravações em CD.

Regeu, ainda, por algum tempo [04 anos], os corais das cidades de Caarapó [MS] e Rio Brilhante [MS].

Foi, ainda, coordenador de várias atividades musicais desenvolvidas pela então FUNARTE, na cidade de Dourados [Projeto Villa-Lobos, Rede Nacional da Música, Estudos Musicais e, indiretamente, Projeto Pixinguinha].

Tem, como segunda opção cultural, a literatura, área em que tem um vasto acervo escrito na linha poética e na prosa. Possui textos avulsos publicados em jornais e revistas, além de fazer parte do livro em coletânea POETAS DOURADOS, publicado em Março de 2.004.

Publicou, em junho de 2004, seu primeiro livro solo, pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras [Gibim Gráfica e Editora Ltda – Campo Grande- MS] RETALHOS DE MIM, na linha poética.

Possui título de cidadania douradense, outorgado pela Câmara Municipal de Dourados.

Faz parte do grupo de regentes corais do Movimento Coral Brasileiro.





adilvo.m@uol.com.br

 

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