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Isnelda Weise [Consul - Blumenau-SC]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
guAlento

Translcida, fria, morna, ou ardente
mas sempre presente,
em alguma estao.
gua, desgua
em bocas sedentas,
em corpos ferventes,
que do flagelo fogem em busca de alento,
tal qual grande rede.
Estao sede.
gua desgua
em rostos suados,
em ruas seminuas,
em becos escuros sem cor nem horizonte.
Estao fonte.
gua desgua
com modstia imensa
em qualquer lugar.
Brota, sorrateira, e abastece, indolente
o solo estril,
em tempo de estio.
Estao rio.
gua desgua
Em noite brejeira,
eis que sua audcia em forma de chuva,
esconde o luar.
Para, aguaceira, na aurora do dia
encher de jasmim toda jardineira,
e fazer-se primavera.
Estao mar!

Crrego I

Escorre com cautela entre os pedregulhos,
E tomba no mar de utopia que te aguarda
Sem pressa.
Qual prova irrefutvel da esperana,
De vida que no cansa
De insistir.
E prossegue....

****

Espreguia-te languidamente:
Entre realidade e palco,
Entre afeio e desencanto,
Entre existncia e extino,
Rumo ao infindvel
E terno sonho meu.

*****

****

Caminha, caminha
Caminhada da chama
Clama por Paz.

[haicai feito durante caminhada da paz/ [set/2006]

biografia:

Isnelda Weise
nasceu em Ibirama [SC] e vive em Blumenau [SC h 30 anos. membro da Sociedade dos Escritores de Blumenau. Tem poesias publicadas na antologia Prosa & Verso II, II e III e IV.
Sente fascnio pela gua, mas teme o mar, apesar do mesmo estar presente em seus versos, cantado pela sua beleza misteriosa. Foi a gua que lhe trouxe o desalento maior: na enchente de 1983 viu todos seus escritos junto com os retratos da sua beb Juliana levados pelo lamaal.
Bacharel em Direito, voltou Universidade para buscar no curso de Letras os requintes de que no abre mo no uso das palavras.
AguAlento nasceu, desta maneira, dentro da Universidade, j que o poema que d nome ao livro, e foi escrito durante uma aula de Lngua Portuguesa. A justaposio de palavras virou marca registrada, presente em muitos de seus poemas, e a obra uma coletnea primorosa que nem o fogo nem a gua levou.
Segundo Isnelda, simpatizante do pensamento segundo o qual a poesia uma ilha cercada de palavras por todos os lados, 'AguAlento, ao lutar para fazer parte desta ilha, enamorou-se pelas palavras, e foi com elas procurar nas fontes fora e inspirao para desabrochar'.
por este motivo que AguAlento canta principalmente a gua, as fontes e a natureza e faz apelos para sua preservao.
Outros livros se seguiro a este, pois Isnelda continua escrevendo e seus planos incluem crnicas e poemas sobre temas j definidos.

isweise.bnu@terra.com.br

 

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