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rika Jane Ribeiro
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
TEMPO

Faz tanto tempo que j
No me dou,
No tenho amor, no fao amor.
H tanto tempo que
J no sinto,
Que no me entrego
Nem me permito.
H muito tempo que no me encontro,
No te encontro,
Nem te procuro.
tanto tempo...
To pouco tempo para sorrir,
Pra ser feliz.
Mas falta tanto para te ver,
Para te ter,
E mais e mais querer.
J faz tanto que te espero...
Contando as horas,
Apressando o tempo...
Querendo ver-te, para te sentir...
Todinho meu,
Todinha tua,
Louquinhos ns!
E empurro os meses pro teu retorno,
Pro nosso encontro,
Nosso momento.
Breve e delicioso momento.
E enquanto isso eu te invento
Pros meus caprichos,
Pros meus desejos.
E te quero tanto,
De toda forma, qualquer maneira,
Faz muito tempo que no pondero,
No me reprimo,
Nem me limito.
H algum tempo j te senti,
Pra ti vivi,
Pro nosso amor,
Nosso momento.
E quero mais, bem muito mais,
No mais com tempo.
Quero-te s claras, sem culpa alguma.
Quero-te tanto...
Quero-te assim,
Sem tempo certo para o fim.

ERIKA JANE
____________________________

HOSPEDARIA

So tantas as mulheres
Que habitam meu corpo
Que j no mais me percebo.
Elas perambulam em minhas veredas,
Apossam-se dos meus desejos
E vo a desfilar mansamente
Sobre os meus dias e madrugadas.
As mulheres que moram em mim no se conhecem,
Jamais se encontraram.
E nuas esto...
J no escondem suas identidades,
Suas formas disformes.
Seus instintos.
Essas mulheres...
Que malucas que so!
Vivem comigo tantos contrastes,
C esto;
A menina sapeca de olhos amendoados
E boca vermelha.
A prostituta fogosa, sensual que anseia por prazeres e delrios,
Como so lindos os seus olhos verdes...!
Sempre a buscarem...
Vivem por aqui tambm
Aquela mulher quieta, tmida
Que sempre se esconde,
No conheo tua face!
Ah! E a moleca rebelde, ousada,
Chata e louca?
Esta me faz feliz!
Temo que se encontrem e me
Estraalhem;
Temo que me rejeitem
Porque eu j no moro mais em mim.

rika Jane Ribeiro
_____________________________

MINHA UAU, MEU VAGALUME...

Na calmaria da madrugada rompe o estrondar de fogos,
O som contagiante do p-de-bode,
A zabumba e o tringulo a inebriar
Devotos e bomios que mais um ano se congregam
Na velha praa.
Na marcha que busca o alvorecer,
Vo- se os forrozeiros fazendo coro e acordando
Os que ainda teimam em cochilar.
E l no horizonte rompe o sol,
Atiando brasa na fogueira daquele povo
Que segue levado pelo som envolvente
Das marchinhas de So Joo.
Acorda Uau!
Vem ver a alvorada passar,
Vem ver teus filhos unidos pelo mesmo sentimento
De amor ao nosso cho.
So filhos tantos!
De histrias tantas!
Annimos, ilustres,
Prdigos, guerreiros...
Outros tantos adotados, mas igualmente felizes.
Acorda Uau!
Vem ver a alegria do teu povo,
Vem saudar tua manh que festa,
Tua tarde e noite que so s festa.
O fole ronca pelas ruas anunciando que
J So Joo,
Que chegada a hora da comunho
No serto.
Pipocam os fogos no ar e
O povo, arrastando o p entoa os hinos de nossa terra.
So Joo de encantos mil,
Magias e feitios bons;
Das alvoradas, passeatas, novenas e ramos;
De tantos amores comeados e acabados,
Outros tantos prometidos...
So Joo das fogueiras, pau de sebo e quento;
Do arrasta p, xaxado e baio.
So Joo da minha terra...

ERIKA JANE RIBEIRO

biografia:
ERIKA JANE RIBEIRO


Poeta brasileira, natural da cidade de Uau-Ba, professora de Lngua Portuguesa e estudante do curso de Direito pela Universidade Estadual da Bahia.
Amante da poesia,
devota da noite e do luar, faz dos sentimentos e das questes sociais versos livres...
Fiel defensora de suas razes, de sua terra [ Uau] e do bioma caatinga.
Recentimente publicou o livro de poemas em versos livres NOITES E VAGALUMES.

Blog:
www.noitesevagalumes.zip.net

erikabrit@hotmail.com

 

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