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Henrique Wagner
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Madrugada

Hora estranha
essa
entre o sto
e o poro

quando as tias
preparam meu
caf da manh.

Torta de limo,
po com queijo,
suco de ma.

A casa ento se mexe
e se revira toda
quando me levanto.

As tias escovam
meus dentes,
vestem-me a roupa
da manh na escola,
penteiam meu cabelo...
e tomo um suco
de ara, como
frutas e beiju.

S depois que
pressinto aquele sono:
o sto consumido pelos ratos

e os vermes dentre os livros
no poro.

Transito

Transito pela casa na ante-sala dos rangidos
mordendo a prpria lngua no exerccio do veneno
e assino o movimento de morrer pelos vencidos
na causa delirante e suicida a qual condeno.

Um corpo [um suicdio], um animal, corvo ou morcego
arrasta meu poema pelo sangue e pela espcie.
Transito em bicho e homem, mordo a lngua e nunca chego
ao termo do final, convulso da minha prece.

Confuso sentimento de morrer sem ressuscito
e assim neste silncio eu mordo a lngua e solto o grito
de anseio pela morte, isso que velha epidemia.

Transito entre dois lados, movimento e causa nobre
e peo ao deus do tempo, algum cronpio, que no cobre
a pressa de um detento preso ao corpo que vigia.

Transparncias
ao livro

Parece que est morto
parece que est vivo
peixe cor de pedra
exttico e impreciso.

Parece que no fala
parece estar no mundo
falando o que se cala
na boca de algum mudo.

Parece que papel
parece que ator
assim consegue o verde
pintar-se de outra a cor.

Biografa:

Henrique Wagner
poeta, contista e crtico de cinema e de literatura. Colunista do jornal Sopa poesia e afins, e do site www.expoart.com.br, publicou os livros de poesia O grande pssaro e As horas do mundo, e o ensaio A linguagem como esttica do pensamento. Reside em Salvador, Bahia, onde nasceu no dia 16 de maio de 1977.

henriquepwagner@hotmail.com

 

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