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Lidia Valeria Peres
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Mulher Segura
Ldia Valria Peres

Fui Mulher...
Amada! Divina, majestosa...
Fui amada... De forma errada, mas amada...

Hoje Mulher madura...
Com boa estrutura, no amo como amei.
Tenho no alicerce amor sofrido, que embora vivido
com planos especiais, no se edificou jamais.

Fui Mulher de planos, f na vida, no amor,
sonhos e alegrias por amar demais...
Tudo isso deu a mim, Mulher, um valor
especial minha existncia.

Hoje, sou Mulher que no chora,
enriqueci-me, valorizei-me...
Apenas me apaixono... no amo mais...
A dor do amor travestiu-me
de MULHER SEGURA!

Madura! Segura!
Hoje sou apenas:
Mulher-anjo-me-senhra...
Nenhuma dor agora me devora.

Sou uma Mulher feliz.
Acredite se quiser! Sou Mulher!
Sei fingir, mentir... escapulir...
Por isso sou feliz...
Encabulei voc?
Coisas de mulher...

==============

Meu Jardim, meu Acalanto...
Ldia Valria Peres

Meu jardim... Onde atenuo meus temores...
que de repente tornam-se flores...
Onde os pssaros passam... e me encantam.

Ecoam um belo canto que quase me leva ao pranto,
mas suavemente divago, me entrego ao enlevo, vida...
e, em seguida... me sinto feliz.

Neste lugar de ar to puro, quase me transfiguro,
lembro-me de minha infncia, to pura,
sem necessidade de me preocupar com felicidade,
porque a felicidade j estava ali.

Nesse cho to verdinho, olho para o cu, parece
pertinho...
As horas vo passando, chega a noite...
Vejo as estrelas, o luar, o vento...

Oh! Deus! Obrigada por esse alento de sentir-me
assim, purificada, agradecendo,
por eu ser to eliz!
Que bno!
Que vida to boa!

Agora do meu corao que entoa
um canto mgico mostrando a todos
a felicidade, minha maturidade, liberdade...
e podendo agradecer a Deus
eu ser assim to feliz!

No meu jardim, esse cantinho,
sinto-me acolhida...
A felicidade no me ausente.
Esse brilho mgico latente, com certeza
um presente,
que acolho com carinho...
vem de Deus!

===============

Cirandar
Ldia Valria Peres

Cirandando, cantando, rodando...
De mos dadas, dando risadas, lembrando
quando criana, a meninada...

No meio da roda, sempre algum,
que em versos ou em prosa enaltecia a nossa roda.
Alegria no ar, meninas para os meninos,
exibiam-se ao danar sem malcia no tocar.

Sapatos e meias curtas, vestidos rodados,
aos tropeos das fitas, babados e bordados.
Bem matreiros, os meninos seguravam nossas mos
e logo os com olhos invocados as meninas olhavam.

Cirandinha... Se esta rua osse minha...
Sambalel... Dona Sanja... Carneirinho, carneiro...
Vem tudo minha lembrana com emoo.

Hoje, no cantam mais... O garoto, logo cedo vira rapaz
e a menina, usando meias de seda, batom e maquiagem,
do passagem curta ao tempo, idade,
fogem da verdadeira realidade e de ciranda no brincam mais.

No usam mais tranas, se contorcem quando danam,
deixando a meninice para trs...
Perdem a beleza do rodar, o gostoso de entre o cu e a terra ficar,
para se tornarem mais adultos e logo cedo namorar...

Cirandar to bom como namorar, mas tudo tem hora para comear
e as cirandas ficaram para trs...
Se pudesse haver uma mudana, onde, por magia, encantamento...
todos voltassem a ser crianas, e voltassem a cirandar...

Tenho certeza que um mundo novo surgiria,
onde a droga no existiria, porque o crebro de todos, apenas
sentiria o entorpecer do prazer do cirandar...

Pusesse eu, gritaria, para o mundo modificar:
Vamos tods cirandar!
infncia verdadeira voltar!

biografia:

Educadora nos sistemas pblico e privado de ensino, onde tambm fui coordenadora por oito anos. Sempre gostei de ensinar e dava um toque especial, trabalhando com a imaginao, o que fazia meus alunos escreverem com mais facilidade. Desde criana aprecio poesias e contos de fadas. Meus filhos cresceram ouvindo meus contos e com isso se enriqueceram na forma de escrever. Minha filha cardiologista e ecocardiografista; meu filho escritor profissional, com livros publicados e peas. Todo esse gosto por pesias, contos e escrever acredito ter herdado [eu e meu filho] de meu tatarav, homem simples, mas com facilidade em fazer poesias e contos. Morava na Espanha, onde foi 'contador de histrias' para o rei. O rei apreciava suas poesias e seus contos. Meu pai incentivava o gosto pela poesia e me fazia decorar muitos versos. Se regozijava ao ver-me recitar. Hoje, escrevo poemas, sonetos e estou terminando um livro de contos infantis. onsidero-me aprendiz de poeta e pretendo continuar escrevendo meus sentimentos e minhas emoes, porque o que me deixa feliz. De mim, falta-me dizer que adoro cinema, msica e, acima de tudo, me completo sendo me. Sou feliz e tenho o corao agradecido por merecer essa paz.

lidiavaleria@mandic.com.br

 

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