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Marcia Agrau [Cnsul - Nova Friburgo-RJ]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Insegura



Pode ser que eu no sinta os teus sentidos.

Pode ser que estas impresses to minhas

sejam puro veneno do cime

entranhando-me o corpo que dominas.

Pode ser que esta droga me provoque

as alucinaes com que convivo,

os fantasmas que assombram minhas noites

e estes meus sobressaltos na rotina.

E o pior disso tudo que me enredo,

me intoxico, me perco, descontrolo,

me perturbo entre as ondas e as marolas

e os olhos onde busco o meu sossego

tm fascas e brilhos mas no dizem.

Fico assim, insensata e ensombrecida,

entre teias e brilhos, permanente:

quando as mos no me tocam, exilada;

quando os braos me abraam, me angustio,

quando longe, eu, insone, descabelo,

quando perto, aquecida, desconfiada,

raramente este solo me assegura.

E eu queria perder-me no teu corpo

e outra vez neste olhar achar estrelas.

Entre as mos, sob a fora dos teus braos,

me entregar certeza que s s meu

e ventura de ser amada tanto

quanto te amo, segura e ferozmente.



Fuga



Eu me perteno e solido oblqua

que cruza as portas da imperfeio

e faz em mim poetisa assim profcua

a escorrer poesia pelo cho.



As pegadas que deixo, esses vestgios,

so lembranas de amores e litgios

que trespassam-me em vida a ainda resvalam



transformando-se em versos e prestgios

em annimos poemas ou prodgios

que, postos no papel, j no me abalam.



[ De mentiras me fao e me protejo

desse amor de que sofro e sou cativa,

do perigo e feitio do teu beijo,

tentando me salvar, me manter viva.]

Menottes



Je mapprte pour la fte

Je mappr avec les cadeaux quon ma offerts

le parapluie [mon pre],

les souliers [mes fils],

le rouge lvres [ma fille],

la tenue la tenue - que jai dj change -

cadeau de mon mari,

quel superbe cadeau

mais qui ne mallait pas ;

le bracelet [ma mre]

et le chle [ma grand-mre].



Dans le miroir, je mexamine mes poses et moi.

Dehors il ne pleut pas.

Je trouve le rouge lvres si rouge

Et elle vient vite mon secours,

pour me conseiller.



Dans les talons, je sens mes fils,

sur les hauteurs des hauts talons,

je me niche dans la robe

le cadeau de mon mari

je deviens enchanteresse et fire,

je ferme le fermoir du bracelet

et menveloppe dans le chle

que grand-mre tenait moffrir.

Le chle a une large frange

tress comme une dentelle.

Le bracelet a des breloques

qui me tiennent sous leur charme.

Je me lve alors, je suis prte.

Quelques gouttes de parfum

menivrent, je suis grise.





Je tends la main vers le sac

un geste pour lattraper

et la large frange semmle

aux breloques du bracelet.

Elles senroulent et mentravent.





peine puis-je les dmler

elles sunissent nouveau.

Tantt cest la frange qui enlace,

tantt cest largent qui sy entortille

Cest la toile forte qui treint

des choses que lon aime.

De moi-mme prisonnire,

je demeure dans ce pige

dont je tente de maffranchir.

Et chaque pas, dans la rue,

quand, sur le chemin de la fte,

jaurais prfr tre nue,

ma patience est mise lpreuve :

entravant, chaque pas,

mes gestes, les plus doux,

les deux semmlent

et je rve dtre comme les oiseaux

qui na ni chle de mamie

ni bracelet de maman.





Plus : jaurais voulu tre seule.

Sur les hauts talons des fils,

avec la bouche carlate de la fille,

dans la robe que jai change

et dans laquelle je me sens belle

telle cette femme que jai rve :







sans la prison-clin

du chle qui mabrite /

bracelet qui memprisonne ;

bracelet, chle que sais-je

qui si souvent me freinent,

qui si souvent me brident,

dans ce va-et-vient-et-vient-l,

qui si souvent me retiennent,

et me compliquent la journe

pour si-peu-presque-rien,

quelques mtres de fil de laine,

des miniatures en argent

qui barre le lendemain

Qui me rendent faible et niaise

comme ces dames aux joues de pche

que le vieil album rappelle.




traduit du portugais [Brsil]

par Pedro Vianna.


Algemas


Preparando-me pra festa
uso as coisas que ganhei:
o guarda-chuva - do pai;
os sapatos - de meus filhos,
o batom - de minha filha,
a roupa - que j troquei,
presente do meu marido,
um presente maravilha
mas no qual eu no entrei;
a pulseira - da mame
e o xale, de minha av.

Fito-me, em fitas, no espelho.
L fora no est chovendo.
Acho o batom to vermelho
E ela vem me socorrendo,
Depressa, a me aconselhar.

Sentindo os filhos nos saltos,
nos altos dos saltos altos,
me acarinho no vestido
que o meu marido me deu,
me ponho feiticeira e prosa,
fecho o fecho da pulseira
e me aconchego no xale
que a av quis que fosse meu.

O xale tem grossa franja
toda tecida e rendada.
A pulseira tem berloques
que me trazem encantada.

Ergo-me agora, estou pronta.
Umas gtas de perfume
me embebedam, fico tonta.

Estendo a mo para a bolsa
num gesto para peg-la
e a franja grossa se enrola
nos berloques da pulseira.
Juntam-se e vo me tolhendo.
Mal consigo separ-las
e se unem outra vez.

Ora a franja que enlaa,
ora a prata que se enrosca
a teia forte, que abraa,
das coisas que a gente gosta.

De mim mesma prisioneira,
sigo nesta ratoeira
tentando me libertar.
E, a cada passo, na rua,
quando a caminho da festa,
preferia eu estar nua,
que a pacincia me testa:
a cada passo, prendendo
meus gestos,por mais suaves,
as duas vo se envolvendo
e eu sonho em ser como as aves
sem ter xales da vov
nem pulseiras da mame.

Mais: eu queria estar s.
Nos altos saltos dos filhos,
na boca rubra da filha,
no vestido que troquei
e no qual me sinto bela
como aquela que sonhei:
sem a priso-aconchgo
do xale que me agasalha/
pulseira que me aprisiona;
pulseira,xale,sei l,
tantas vezes me retendo,
tantas vezes me tolhendo,
num vai-e-vem-vem-pra-c,
tantas vezes me detendo,
me atrapalhando a jornada
com to pouca-quase-nada,
metros de fios de l,
miniaturas de prata
que me embargam o amanh
Que me fazem boba e fraca
como as de faces lous
que o velho lbum retrata.

Biografa:
Marcia Agrau
o nome com que assina seus textos Marcia Ube, nascida em 12 de julho de 1946 na antiga Capital Federal, cidade do Rio de Janeiro, no bairro do

Rio Comprido com o nome de Marcia Almeida Gomes Ribeiro de Almeida. Casada com Philippe Uebe, me de trs filhos, cursou o primeiro ano de Servio Social da

antiga UEG e bem mais tarde fez o Curso de Teatro Jaime Barcelos. Foi criada

at os oito anos no bairro do Rio Comprido, na Avenida Paulo de Frontin 222,

casa de seu av, com rpida passagem por Vila Isabel . Depois, quatro anos no

Graja, at os doze anos quando, ento, transferiram-se para o interior de Gois

onde permaneceram trs anos na cidade de Ceres. Tendo voltado em franca

adolescncia, retornaram Tijuca onde residiu at seu casamento. Carioca

apaixonada, hoje desiludida, desde o ano de 1971 mora em Laranjeiras.

interessada em gente, artes, e plantas.



Seu interesse maior sempre foi a palavra , escrita ou falada.



Na adolescncia, pertenceu ao grupo amador do Teatro Experimental

do Instituto Corao de Jesus [ Colgio Veiga de Almeida] onde participou de:



'Tudo por voc'- Mrio Lago e Jos Wanderley- personagem:Diana

de Assis - comdia - 3 atos

'Dias Felizes' - [autor francs] p.: Pernette Gazin farsa - 3 atos

'Xica Boa' - Paulo Magalhes p.: papel ttulo - comdia - 3 atos

'Feitio' - Oduvaldo Vianna p.: Nini - comdia - 3 atos



Anos mais tarde, fez o Curso Jaime Barcelos, atuou na prova final como

'Marieta' em cena de 'Roda cor de roda' de Leylah Assuno e 'Geni Porreta' em

cena de 'Abre a janela...' de Antnio Bivar onde obteve timas crticas.

Ler e escrever sempre foram suas paixes que realiza desde que

aprendeu, isto , desde criana. Mas apenas em 1989, os filhos grandinhos,

descobriu um grupo de pessoas que se reuniam para ler suas poesias: autores

independentes, distantes da mdia.

Por conta prpria j havia participado de dois concursos: o 'Cruz e

Souza' e o 'Carlos Drumond de Andrade' e s ganhara experincia.

Ao entrar para esse 'meio-limbo' dos autores independentes, comeou a

publicar em antologias e jornais:



'Conto Brasileiro' antologia de concurso -- conto - 'Mudana' [MG]

'Mil poetas brasileiros'- antologia de poesias [ RGS]

'Cadernos de Poesias Oficina 13 e 14 antologia de poesias com concurso no lanamento - respectivamente prmio de interpretao - 'Convite' e prmio de texto mais significativo - 'Restos' [Rio]

'Poemas e Poetas II ' - antologia de poesias [ Rio]

'Coletnea de Escritores do Rio de Janeiro e Paran'- antologia de concurso de poesias, prmio de 2* lugar - 'Praa Saenz Pea ' [ Rio]

'Antologia Versos Noturnos da Sociedade de Poetas Cariocas [Rio]

'Gazta do Livro'- diversos nmeros - poesias [ Rio]

'Jornal Hoje'- diversos nmeros [Nova Iguau]

'Jornal do Metr' - poesia Rio

'Monitor Campista'- poesia e crnica Campos dos Goitacazes

'Os melhores do Stanislaw'- da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, publicao dos premiados do Concurso Stanislaw Ponte Preta 91, tendo sua crnica 'O tempo mais feliz da minha vida recebido 'Meno Honrosa'.

'Antologia Ciclo de Leitura de Poesias da APPERJ da qual membro e foi criadora do primeiro jornalzinho da entidade, o 'Prefcio', semanal [Rio].

'Antologia da Cidade'- ZMF Editra [ Rio].



'Canto Nu dos Meus Recantos'- poesias - seu primeiro livro individual - 1991 - Rio.



'Caras do Rio'- poesia - antologia organizada com o propsito beneficiente para a campanha do socilogo Herbert de Souza e o grupo 'Se essa rua fosse minha'- Rio.

'Boletim do Women's Club do Rio de Janeiro '- vrios nmeros -

poesias - Rio



'Cinco Damas de Ouros'- poesias - na companhia de Eunice Khoury,

Vanda Santana, Vilma Kruse e Maria Lcia Chiapetta.



Sob o Signo da Lua - poesias julho de 1995



A Faca e o Brinco contos julho de 2004



Antologia do Crculo de Poetas Lusfonos de Paris junho de 2005 e inmeras outras antologias.



Fora os prmios j citados, recebeu medalhas de melhores textos e

interpretaes em concursos internos do Projeto Versos Noturnos da Sociedade de

Poetas Cariocas, projeto este que acabou co-apresentando e coordenando no

restaurante 'Cozinha Brasileira' no centro do Rio e coordenando e apresentando

na filial Laranjeiras, restaurante Cortio, depois no Clube de Engenharia e

depois no restaurante Galeria dos Poetas, no centro do Rio.Tambm foi

premiada em concursos-relmpagos do Te encontro na APPERJ. Recebeu uma

Meno Honrosa no Concurso Nacional Affonso Romano de Sant'anna de Poesias do

Sindicato de Escritores do Rio de Janeiro com o livro, na poca, indito 'Sob o

Signo da Lua'. Foi premiada com o segundo lugar no VIII Concurso de Contos

Godofredo Rangel, da Secretaria de Educao e Cultura da Prefeitura de Trs

Coraes e publicada na antologia dos contos vencedores com o conto Tempo de

Universo. Foi premiada pela Junta da Freguesia de Amora, Portugal, com o poema

Lilith no Concurso Literrio em 2000 quando recebeu prmio em dinheiro[3o.

lugar, 50 000 escudos] e publicada em antologia dos vencedores. No mesmo

concurso, verso 2002, foi premiada com uma serigrafia, pelo conto Pequenas

Coisas e ser brevemente publicada na antologia dos vencedores. Foi premiada

pela Academia Barretense de Cultura [Barretos, So Paulo], Prmio Jorge

Andrade de contos pelo conto A Sacerdotisa de Mu e publicada na antologia

dos vencedores. Foi premiada com o prmio Adolfo Aizen de Literatura Infantil e

Juvenil 2001, da Unio Brasileira de Escritores, categoria policial , com o

conto Sherlock do Rio Comprido, indito. Recebeu tambm uma premiao no

concurso do departamento cultural do Sport Club Fuzeta, Portugal, XXXI Jogos

Florais de Nossa Senhora do Carmo, 2001, com a histria infantil A origem das

estrelas publicada na antologia dos vencedores.

Ao projeto Versos Noturnos foi entregue a premiao Prmio ALAP de

Cultura em 2001, assim como na mesma data, uma Moo de Congratulaes e Louvor ao Encontro Potico Versos Noturnos - SPOC nas pessoas de Clio Khouri, Marcia Agrau e J.J.Germano de autoria do vereador Argemiro Pimentel.



Marcia Agrau foi jurada no Concurso de Poesia da Igreja Messinica do

Graja - Rio, tendo participado do recital de premiao, jurada no Concurso de

Poesias da Biblioteca Popular de Jacarepagu, jurada de concursos da Academia de

Letras e Artes de Paranapu, jurada no Concurso de Poesias de Natal da Sociedade

dos Poetas Cariocas , de vrios concursos da ZMF Editora , do Concurso de Poesia

Bondinho de Santa Tereza e tem sido jurada em vrios concursos do Sindicato dos

Escritores onde, alis, foi suplente da diretoria no mandato da escritora Olga

Savary. Participou do recital coletivo do Projeto Rio Rua na Semana da Cultura,

da Funarj, em praas pblicas, do recital coletivo da Semana Nelson Mandella

da Fundao Palmares no Palcio Gustavo Capanema, do recital coletivo 'Curto

Circuito da Poesia' no Museu Histrico Nacional , do recital coletivo no IBGE -

auditrio Teixeira de Freitas, de recital individual de 45 minutos no Ciclo de

Leitura de Poesias da Associao Profissional de Poetas do Estado do Rio de

Janeiro na Sala Monteiro Lobato do teatro Villa Lobos, coordenou e apresentou

recitais no Clube Militar do Rio de Janeiro, participou de vrios recitais de

lanamento de livros, coordenou e co-apresentou o recital do concurso Gilka

Machado de Poesias do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro e

participou do recital de lanamento da Antologia da poetisa Gilka Machado no

Centro Cultural do Banco do Brasil com a Sociedade dos Poetas Cariocas.

Participou de vrios Sales de Poesia Ilustrada organizados por Lourdes

Balassiano, Maria Louzada e Rosah Rosa.

Tambm de vrios programas na Rdio Carioca, Rdio Guanabara, Rdio

MEC e Rdio Imprensa FM-Rio, onde tambm atuou no programa de literatura em

substituio Eunice Khoury , participou de vrios recitais outros e de um

programa de televiso intitulado Caravana da Poesia. Seus textos foram lidos

na Rdio Alfa de Paris, FM, no Dia de Cames e Nao Portuguesa, 10 de junho de

1998 quando o programa Quimera da Noite homenageava a poesia brasileira e

posteriormente, mas em menor nmero de textos por programa, nos programas

subseqentes semanais durante a temporada da Copa do Mundo de1998.



Seu livro 'Canto Nu dos Meus Recantos' foi lanado no Rio em vrios

lugares, em Niteri e em Campos e esteve na Bienal de 1991.

Os lanamentos foram divulgados em entrevistas nos jornais 'O Globo',

'O Fluminense', 'Monitor Campista' e 'Gazeta do Livro'.

.

Marcia Agrau verbete no 'Dicionrio de Poetas Contemporneos' de

Francisco Igreja e no 'Guia de Produo Cultural do Rio de Janeiro' da

Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, na administrao de Carlos

Eduardo Novaes. Pertence ao Sindicato de Escritores do estado do Rio de

Janeiro, Sociedade dos Poetas Cariocas, onde foi Assessora de Eventos,

Associao Profissional de Poetas do Estado do Rio de Janeiro, ao Crculo de

Poetas Lusfonos de Paris , Associao Actes de Prsence[ Paris],

membro correspondente da Academia Petropolitana de Poesias Raul de Leoni e

tambm da ABRARTE Cultura Artstica de Petrpolis.

Marcia Agrau foi publicada em pgina inteira na revista bilnge

Latitudes Cahiers Lusophones, n.4, pg 46, 1998, Paris. Participou do

projeto Cultural Poeta Saia da gaveta em dezembro de 2004. Foi premiada pela

Fundao Educacional Unificada Campograndense, Associao Centro Cultural

Campograndense, Prmio FEUC verso 1999 pelo terceiro lugar com o conto O menino e o bule de ch azul, publicado na antologia dos vencedores, participou

do Dia Nacional da Cultura, 2/11/95 no Circo Voador, do dia da Poesia 2004 e

2005 no encontro dos poetas no Corcovado.

Teve sua poesia apresentada na Frana ao grupo de Amigos da Unesco

numa apresentao de autores brasileiros traduzidos [entre Castro Alves, Joo

Cabral de Melo Neto,Carlos Drumond de Andrade, Acyr Maya e Leyla Carvalho] em

homenagem Poesia Brasileira. Tambm participou da exposio Mutations,

mostra de poesia ilustrada por pinturas,esculturas, colagens, etc, e recital

que apresentava os textos em francs e lnguas de origem com uma obra mista de

tapearia que acompanhava e ilustrava seu texto Algemas

Teve tambm seu texto Mulher includo no espetculo Simplesmente Mulher do

grupo Perdidos no Espetculo de Isabel Pinder, em So Sebastio, So Paulo,

quando do Dia Internacional da Mulher, 2005. Por outro grupo [Elizabeth

Misciasci] tambm havia tido uma apresentao do mesmo texto, tambm em So

Paulo mas noutro local , num trabalho realizado numa penitenciria e tambm pelo

Dia Internacional da Mulher h uns dois anos.

Seu conto Pequenas Coisas, do livro A Faca e o Brinco , premiado

em Amora, Portugal, foi interpretado pela atriz Danielle Marcos no encerramento

do seminrio sobre drogas na sede da Academia de Polcia Civil do Estado do Rio

de Janeiro, dia 31de maro de 2005.

de sua criao o Projeto Espalhando Poesia.

Marcia Agrau est presente no site:



www.poesiepourtous.free.fr/poesiepourtous



e no seu prprio:



www.marciagrau.hpgvip.ig.com.br





no do caderno de Poesias Oficina, no do Portal C Estamos Ns, no Alma de Poeta,

no do Jornal da Poesia, etc.



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Dela disseram:



'... que apreciei muito os seus poemas. Que me tenho a aplaudi-los...'

Josu Montello - escritor, Acadmico que exerceu a presidncia da

Academia Brasileira de Letras.



Poeta aquele que sabe sensibilizar o leitor e voc no s o

sensibiliza comoo emociona.

Geraldo Frana de Lima - escritor, Acadmico da Academia Brasileira de Letras.



Marcia Agrau tem um fazer potico disciplinado. No se aventura a inovaes

ousadas mas se expressa de maneira convincente, dominando seu mtier, seu

ofcio.

Fagundes de Menezes - na poca Presidente da Unio Brasileira de Escritores.



Sob o Signo da Lua revela um assenhoramento vocabular digno de ateno.

Seus versos fazem parte de um movimento geral da poesia brasileira neste final

de milnio, poca de transe e de mudanas.

Antnio Olinto - escritor, diplomata, professor universitrio e atual Acadmico

da Academia Brasileira de Letras.



'... seus versos tm a fora das intempries pois as letras caberiam

perfeitamente na msica dos ventos ora violentos como tufo, ora suaves como a

brisa amena que nos sussurra ao ouvido.'

Jorge Murad - poeta, radialista, compositor, diretor e autor teatral.



'H muito tempo que no convivia com um trabalho to valiosamente

consistente.' '... teu livro nau capitnia e o seu valor lhe confere lugar de

destaque na Literatura Brasileira.' 'As palavras, aquelas mais comuns, triviais,

adquirem um brilho extraordinrio quando as manusei-as, a ponto de se ter a

impresso de que elas inflam de significao quase exorbitando o seu valor

semntico. Tudo, dentro de uma simplicidade franciscana. realmente um

parodoxo: simplicidade revestida de ouro e pedras preciosas.'

Joo Augusto Teixeira Silva - poeta e professor de Lngua

Portuguesa.







'Ningum sair impune. Todos de alguma forma somos provocados e

tocados pela autora para tir-la das profundezas deste seu estripitise

literrio. E ningum, por certo, deixar de admitir que h nos seus versos a

arte que possui as marcas do artista. Marcas, diga-se para sempre,

inconfundveis.'

Donizetti de Andrade - poeta e filsofo.



'Sua obra premiada [a Praa Saenz Pea] merecidamente mostra uma

autora completa que sabe como poucos criar e usar as palavras.' 'Marcia Agrau

est entre as poetisas mais ricas e completas do nosso cenrio literrio

carioca.'

Arthur Rodrigues editor, Litteris Editora.



Ela uma poeta-cronista e com acuidade de artista revela a

todos ns a beleza e os mistrios das coisas no vistas pelo ser comum. Porque

ela penetra com a fora de um bisturi nas entranhas das sensaes da gente

Maria Louzada - escritora





No mais puro estilo machadiano, em alguns contos com detalhamento

impressionante, primeiro descreve o cenrio, depois o personagem e finalmente a

cena, tudo nos mnimos pormenores, o que nos leva a sentir como se estivssemos

presenciando o ato in locco ou numa confortvel sala de cinema como, por

exemplo, no primeiro conto guas furtadas. O lado potico da autora tambm

se faz presente em A faca e o brinco

Mialzir Alvim de Minas Santos, escritor



Comeo viajando num bonde que vai pacata e alegremente nos seus trilhos, vejo

a moa que fecha os olhos para viver suas boas fantasias, encontramos humilhados

e ofendidos na esquartejadora de frangos[ que sofrimento!] personagens cnicos

do nosso convvio social, a vigilante dos bons costumes, o jardineiro que

planta aprendendo a plantar. Nossa poetisa que tanto nos encanta, agora faz

contos que so parte de nossas experincias.

Geraldo Mallet



No trao livre deste livro, a delicadeza toma conta do caminho de cada

histria. Sente-se o cuidado de cada palavra na sua liberdade de se soltar na

folha. Um trao que permanece leve e vai costurando a trama e vai desnudando

cada enredo, at alcanar o seu desfecho, na maioria das vezes inusitado, mas

sempre simples, sem mirabolncias descabidas. uma poeta de qualidade que

se faz contista madura.

Ivan Wrigg Moraes escritor e psiclogo .

 

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