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Gaby Garroux [Cnsul - Cidade de Santos]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Assessora de Imprensa de Poetas del Mundo Brasil

TEMPO DE RENASCER


- tempo de renascer entre as plantas! Mas preciso, no entanto, conhecer a sabedoria dos caules, da seiva, da terra, da chuva, de voar entre as rvores, folhas e razes do sempre.

- tempo de amanhecer no mundo! Ver o sol findando lento, ressaltando o verde da semente plantada nos vos dos dedos.

- tempo de temer as tempestades e os raios! Muito mais fortes que os que determinaram minha pretenso de me dizer marcada.

tempo de ver o dia vai amanhecer! tempo.

- tempo de olhar l fora! Como nica testemunha de uma vontade de inventar nuvens para um possvel passeio que me permita encontrar no caminho, as estrelas que procuro dentro do peito.

- tempo de me transformar na grande gaivota! Idia limitada de liberdade; mas espero ser a grande gaivota que, finalmente, est nascendo.

- tempo de mostrar que embora voc no sinta minhas mos fazendo gestos na tentativa de um aceno, nem sinta o impulso de meus ps na tentativa de caminhar, h dentro de mim uma legio de pssaros querendo voar seu infinito vo nas brumas das manhs, que so chegadas de todos os portos e que trazem em si as palavras de todas as infncias....

- tempo de confessar a vontade de ser muito forte! Poder prender os raios de sol em correntes que mantenham a noite adormecida e no deixar voc ir embora.

- tempo de pedir para tocar em suas mos! Posso? Gritar tantas coisas que eu vou precisar de mais espao; um absurdo que as pessoas no tenham um espao necessrio para explicar as coisas direito...

- tempo de revelar que eu crio muitas fantasias! Voc precisa me perdoar se, eventualmente eu estiver exagerando; voc quer tomar um sorvete de ameixa?...

- tempo de abrir o grande salo de mrmore! Est vazio. Vou enfeit-lo para oferecer a voc uma grande festa. Vista-se de amarelo e leve quantos convidados quiser, mas lembre-se: s aceitaremos gente cujos poros tenham conseguido deixar um perfume de amor pela vida ou em quem a vida tenha deixado um perfume de amor pelos poros. E deixe o barco correr que hoje eu sou: morte, vela, sentinela eu sou... Amanh tudo volta ao normal.
- Eu queria dizer-lhe isso neste comeo de novos dias....

MARCAS ANTIGAS

- Venho dos ventos, do fogo, giro em torno da terra, em meio s chuvas dos muitos alns que trago cravados dentro do peito; na fora do sol me torno lua, na fora da lua me torno sol; darei asas ao seu passado adormecido, mas deixe que eu faa dele o sol de todas as minhas manhs.
- Venho de terras distantes, onde o branco permitido todos os dias, caminhar em areias claras; onde os deuses brincam vestidos de rvores, onde os corpos se envolvem em abraos limpos que refletem o sol, e os amores so plantados no fundo dos olhos.
- Venho, e te peo que voe comigo; descubra o espao que espera ouvir seu canto livre, que lhe devolver a paz, e ir lhe tirar o medo do abrao; assim ser.
- Venho e te alerto dos tufes que irei tirando do caminho diante dos seus olhos espantados, tmidos e apressados; voc forte, no tanto quanto o vento.
- Venho, e lhe darei caminhos; nos encontraremos em solo distante para nos tornarmos uma s essncia; ah, mas no esquea de sobreviver s horas amargas que fazem parte da jornada.
- Venho, e peo que se cale ante as tatuagens que queiram marcar seu corpo moldado pelos raios dourados com o p de ouro que coroa sua cabea; no passarei apenas uma vez em seu caminho, que espero no seja vitrina ou modelo de iluses.
- Venho, mas saiba que h desencantos, sim, por no acreditar, mas no faz mal; pegue sua bolsa de luas e sis e faa de conta que nada disso existe; no espere que algum bata sua porta para quebrar uma possvel solido escondida no fundo do peito ou muito menos cham-la de princesa dos dedos de marfim.
- Venho, e ateno, no espere nada em troca; seus olhos dizem tudo porque so abertos como os da guia a caminho do sol; profundos e clidos, diretos e certeiros, calmos ou agitados, alegres ou tristes como portas fechadas ou janelas escancaradas para o que der e vier; no queira provar nada.
- Venho dos muitos dias que a vida me negou os direitos mais simples; os dias no param de passar, ns que paramos as coisas s com um olhar.
- Venho com a espada nas mos; trago a luz maior para te encontrar; no tente extrair o sentimento do amor; ao transformar o outro, sabemos que estamos completamente ss.
- Venho, e trago apenas algumas certezas aprendidas na filosofia simples, de meia dzia de esperanas, mais nada; sei que existe uma saudade antecipada na hora de cada encontro.
- Venho, mas trago marcas muito antigas, talvez voc no saiba; trago um sorriso meio amargo, machucado, e at um pouco de descrena e ironia.
- Venho de desencantos, desencontros, desesperos de muitas histrias; quase j no tenho muitas coisas para contar dos tropeos recentes.
- Venho, e chego cansada do passo no dado, do que vivi enxergando pelas vidraas, do peito que tem medo de se abrir para o abrao que penso que talvez nunca mais acontea, porque o outono e o inverno vo se fazer muito longos e as mos iro desenhar poemas para serem guardados na gaveta.
- Venho, assim que eu me sinto, preciso que voc saiba; voc, que chegou erguendo seu olhar de espanto, tmido e apressado no meio da tarde; voc, o motivo deste estranho e inesperado encontro, e agora deste adeus, desta vontade de voltar a correr em campos de trigo com o vento nos olhos, uma alegria de menina maravilhada com as surpresas que a vida continua tramando, mesmo nas caladas em que a gente nunca sonhou passear.
- Venho, e no trago respostas nem definies, ao contrrio; o que eu sei hoje da vida muito pouco, ningum, nem Deus duvida.
- Venho e trago apenas algumas certezas aprendidas na filosofia simples de meia dzia de esperanas, mais nada.
- Venho, e na verdade nem quero entender as coisas, melhor assim, no importam as razes, s valem os anseios, por isso, no vou questionar nada; eu s queria lhe dizer que foi muito bom que tudo isso tenha acontecido.

DANA DA CONSCINCIA

- Dance a dana da sua conscincia!

- Dance a dana de seu futuro! Ningum dono de sua mente, de sua memria ancestral ou dos mistrios que voc vem acumulando em sua trajetria, que renasce em sua cabea viajante de fartas ventanias e do destino do tempo, dos homens.
- Dance a dana da sua conscincia! Ao bater de nossas asas estamos todas aqui, e sempre estaremos juntas, qualquer que seja o seu destino, na busca de sua alma e de seu espao interior, que ir gerar novas vidas e selar o que voc mesma determinou.
- Dance a dana da tua conscincia! Da sua natureza intuitiva que a cercar de idias e situaes na qual a essncia da deciso ser predominante.
- Dance a dana de sua conscincia feminina! Do seu corpo de mulher, de sua alma fmea, e descubra o que deve ser contado e aquilo que ningum mais pode saber.
- Dance a dana da sua conscincia! Aprenda a fixar os olhos muito mais abertos, e no pare na hora do grande mergulho, mesmo que o caminho esteja escuro e lhe cause medo transpor as trevas.
- Dance a dana da sua conscincia! Que no deu os primeiros passos hoje nem os dar amanh; use sua viso aguada para reconhecer onde esto as coisas negativas que lhe fazem corromper os sentimentos mais belos e oprimidos pelas mos vazias.
- Dance a dana da sua conscincia! Tem uma profunda beleza e faz voc enxergar o outro lado da sua vida e dos que se aproximam e podem determinar o consciente e o inconsciente em voc mesma e no outro.
- Dance a dana da sua conscincia! Da sua libido, quando assim o desejar, desde que no seja por imposies, sem desgastar o lhe pertence por lei e direito.
- Dance a dana da sua conscincia! Sem se transformar no papel que a algum pertence de vida-morte.
- Dance a dana de tua conscincia! E viva. Voc j est pronta para a partida. No tenha medo de falar, de se fazer ouvir, e de gritar, se preciso for, porque tudo o que deveria ver e ouvir, j est cravado em sua pele, em seu corao.

Biografia:
Baby Garroux

- Novembro 2009

Baby Garroux Jornalista, Radialista, Apresentadora de TV, Escritora. Psicloga, Artista Plstica na montagem de altares, shaman formada com tcnicas de regresso as vidas passadas, Arteterapeuta, formada em Direito, Jornalismo e Letras. Nascida em Santos [So Paulo], tem cursos de Teatro, Ballet clssico, Dana e Percusso, Expresso Corporal e Vocal.

Trabalhou muitos anos como Jornalista e Editora no Jornal Ultima Hora, sob o comando do jornalista Samuel Weiner, a convite do jornalista e escritor Igncio de Loyola Brando [Acadmico da APL Academia Paulista de Letras], grande amigo e prefaciador da maioria de seus livros. Editora e colunista social durante muitos anos nos Dirios Associados [Dirio de So Paulo, Dirio da Noite e Caderno Mulher] at seu fechamento, na direo de Edmundo Monteiro. Assinou muitos anos a coluna diaria Gente Nova no mesmo Jornal. Colabora em vrias revistas do pas e em Los Angeles [Sou Brasil].

Apresentadora de muitos programas da Rede Bandeirantes de Televiso [Programa Mulher; Ela; Cidade Contra Cidade; Dia-a-Dia; Brasil Urgente; Boa Noite Brasil].

Atuou protagonizando novelas [O Meu P de Laranja Lima; Cara a Cara; A Filha do Silncio; Os Imigrantes; P de Vento].

Autora de oito livros publicados no Brasil e na Frana [23 Canes de Minha Terra Interior Poemas; As Bruxas que vivem dentro de ns; Ces Sorcires qui nous habitent; A Saga dos Rossi O Velho Rossi; Ns Mulheres Vol. 7; Nous Les Femmes; Ns Mulheres Vol. 8.].

Como artista plstica, convidada por Emanoel Arajo, curador diretor do Museu Afro, para montagem de altares nas Exposies: 'Arte e Religiosidade no Brasil e Heranas Africanas' [Pinacoteca do Estado de So Paulo, 1997 - 1998]; Altar dos Orixs [Pinacoteca do Estado em 1999 e 2000]; Negro de Corpo e Alma Brasil 500 Anos [Pinacoteca do Estado, 2000 - 2001]; Negras Memrias, Memrias Negras [Convento das Mercs [So Luiz do Maranho, 2000 - 2001]; Negro de Corpo e Alma [Casa Frana-Brasil - Rio de Janeiro, 2000 - 2001]; 'Brasil Quinhentos Anos [FIESP So Paulo- 2000].

membro da Wisdown University com sede em Santa F no Novo Mxico na direo de Jim Garrison, para onde segue todos os anos como convidada para palestras em todo EUA.

membro do World Frum onde trabalha com enorme grupo em funo do Aquecimento Global sob a direo de Jim Garrison e Jimmy Hickman.



Na radio, apresentou vrios programas dirios de radiodifuso como: 'Jornal da Mulher' [Rdio Morada do Sol]; 'Ela no Rdio' [Rdio So Paulo]; 'Baby D as Dicas' [Rdio Antena Um]; 'No Programa da Baby' [Rdio Tupi].

Prmios
1979 - Reprter Destaque - Crculo Militar de So Paulo
1979 - Prmio Melhor Atriz - Curitiba - Novela Cara a Cara
1979 - Prmio Revelao 'Revista Amiga'
1979 - Atriz Revelao - Senap - novela Cara a Cara
1980 - Prmio Personalidade do Ano - Recife
1980 - Prmio 'As Melhores do Ano' - ORBRADEP
1980 - Trofu 'Andorinha' - Melhor Atriz O Meu P de Laranja Lima - Campinas [SP]
1980 - 'Medalha de Mrito Artstico Carlos Gomes' - Sociedade Brasileira de Educao e Integrao
1982 - 'Prmio Gov. do Estado' - Melhor Atriz - Jandira
1981 - 'Melhor Atriz ' - Ilha Porchat Clube
1981 - Prmio 'Melhor Atriz' - Cascavel - Novela P de Vento
1981 - Robalo de Ouro como apresentadora de TV
1983 - Melhores atores de 83 pela APCA
Personalidade do Ano - 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 2002, 2005
1999 Medalha Anchieta So Paulo
Personalidade Brasileira em Los Angeles 2996, 2007, 2008

Atualmente escreve suas reportagens e entrevistas pela Internet com sua Coluna da Baby e seus blogs dentro dos sites www.babygarroux.net e www.babyarroux.jor.br. Inovou o jeito de escrever, longe do bvio. Irreverente e ousada em suas publicaes.

babygarroux@uol.com.br

 

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